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No Breaks

Nobreaks - Riscos em manter um banco de baterias de nobreaks além da vida útil e a falta de manutenção.

Se não for constantemente verificada, a bateria pode se tornar a grande vilã em sistemas de nobreaks. Caso as baterias estejam comprometidas ou defeituosas pequenas faltas de energia podem gerar um indesejado desligamento do sistema, podendo danificar os equipamentos ligados ao nobreak e também o próprio nobreak.

Muitos de nós já passamos por uma situação de tentar ligar o veículo e ouvir aqueles famosos estalinhos de bateria com problema, e o pior, isso normalmente acontece no momento em que mais precisamos do carro, não é mesmo? Por isso, o cuidado com a manutenção das baterias é essencial. Isso vale também para o segmento de nobreaks. A bateria é um elemento fundamental para garantir que, nos momentos críticos de falta de energia, o usuário terá a autonomia necessária para manter a integridade do sistema e a continuidade das suas operações.


Há alguns cuidados fundamentais a serem observados para o bom funcionamento do nobreak e evitar prejuízos por falta de inspeção ou substituição das baterias.
As baterias seladas VRLA, amplamente utilizadas em nobreaks, devem permanecer continuamente ligadas ao carregador, sendo mantidas em flutuação. Este modo de operação é fundamental para assegurar que a bateria terá sua performance otimizada nos momentos em que for solicitada.


Pela característica de baixa manutenção desse tipo de bateria, muitas vezes as manutenções periódicas são feitas de modo inadequado e em muitas situações não é feito nenhuma manutenção nas baterias. A Norma Brasileira NBR 15641 recomenda, entre diversos procedimentos, que essa manutenção se de trimestralmente, onde devem ser verificados os valores de tensão individual por monobloco, tensão total do banco de baterias, aspectos visuais, temperatura ambiente e quando possível os valores de resistência ôhmica das baterias. Inclusive essas verificações podem ser solicitadas em caso de requisição de garantia, conforme consta no Termo de Garantia da maioria dos fabricantes de bateria.


Uma bateria VRLA de pequeno e médio porte, até 33 Ah, em geral, possui vida útil projetada de 3 anos em regime de flutuação. Baterias maiores, acima de 40 Ah, em geral, possuem vida útil projetada de 6 anos em regime de flutuação. A vida útil projetada de uma bateria é o tempo em regime de flutuação que uma bateria pode ser utilizada com segurança fornecendo uma autonomia de no mínimo 80% da capacidade nominal. A máxima vida útil da bateria pode ser atingida seguindo todas as recomendações do manual da bateria. Toda vez que a bateria for utilizada fora dos parâmetros adequados e recomendados pelo fabricante, ela sofrerá perda de vida útil.

Alguns dos principais fatores que diminuem a vida útil das baterias são:

* Tensão de flutuação do carregador inadequada para a temperatura ambiente, gerando sobrecarga ou sulfatação.
* Temperatura ambiente diferente de 25°C.
* Valor de ripple maior que 5% da tensão de flutuação do carregador.
* Descarga além da tensão de corte recomendada para o regime de descarga.
* Armazenar em estoque além do tempo especificado para a temperatura ambiente.
* Diferenças de temperatura maior do que 3 °C e tensão maior do que 0,03 V em baterias de um mesmo banco.

Todos os fatores acima contribuem de forma acentuada para a diminuição da vida útil da bateria.

Quando uma bateria de um banco de baterias atinge o fim de vida útil, todas as baterias do banco devem ser substituídas, pois o uso de baterias com idades diferentes em um mesmo banco acarreta na sobrecarga das baterias novas e sulfatação das baterias mais velhas, pela diferença de resistência interna das baterias.

Confiabilidade do sistema

Quando uma bateria atinge o fim de vida ela não apresenta mudança no valor de tensão de flutuação e, por isso, muitas vezes a bateria continua a ser utilizada dando a falsa impressão que está sem problemas. Porém, quando solicitada, a bateria não suporta a carga e logo nos primeiros minutos seu valor de tensão despenca para valores menores de 5 V. Isso ocorre, pois muitas vezes as baterias podem passar longos períodos sem serem requisitadas mesmo estando com suas placas corroídas ou problemas nas soldas entre células ou até mesmo com dry-out. E então quando solicitadas, não suportam a descarga por não ter material ativo nas placas e pela qualidade das células já desgastadas.

Segurança

Quando uma bateria atinge o fim de vida ela se torna um risco à segurança das pessoas e equipamentos próximos a ela, pois o fim de vida pode se dar pelo dry-out, gaseificação do eletrólito o que leva a bateria ao fenômeno conhecido como avalanche térmica, podendo a bateria estufar e até mesmo explodir.


É conhecido casos também de baterias que aparentemente estavam sem problemas e já possuíam mais de 4 anos de uso e ao serem solicitadas entraram em combustão por problemas nas soldas intercelulares que ocasionou arco voltaico resultando em um incêndio no banco.


Portanto caso não seja possível de se verificar a vida útil de um banco de baterias, é altamente recomendado a substituição do banco em no máximo 4 anos, não devendo nunca esperar uma bateria do banco apresentar falha para substituição do banco e nunca misturar baterias de idades, capacidades, modelos diferentes num mesmo banco de baterias.

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